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terça-feira, 8 de novembro de 2011

O copy paste em adulto lembra-me um puto de três anos num supermercado

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Quem me conhece sabe que gosto de ser original, desde sempre evito comprar roupa igual à dos outros e deixo de usar determinadas peças de roupa se alguém (próximo) tem algo exactamente igual. É um defeito, mas a última vez que verifiquei não fazia parte do elenco do filme 'Equilibrium', onde os seres humanos vêem as suas emoções bloqueadas por uma droga e vivem em modo standard.

Por isso, fico furiosa quando alguém vai, propositadamente, comprar algo exactamente igual ao que eu já tenho, com tanta oferta de modelos e cores de roupa não temos que andar iguais... Já basta quando tive que usar farda para trabalhar!

Mas isto é (como eu gosto de lhe chamar) uma pancada minha, até porque a nível de estilo, considero-me uma rapariga normal com uma grande paixão por bijuteria diferente. Por ser assim tão 'egoísta' nos 'copy+paste' as minhas amigas têm um cuidado especial quando querem mesmo mesmo mesmo comprar algo igual ao que possuo, e como é óbvio odeio os 'copy+pasters'.

Uma coisa é ver um casaco, camisa, seja o que for e querer uma igual, outra é copiar tudo só porque sim: vou pôr estas fotos deste evento, porque alguém também tem e eu acho giro, ou vou organizar uma pequena reunião em minha casa, porque vi fazer e pareceu interessante.

Onde estão as ideias originais? Eu sei que é difícil ser-se original num mundo onde a informação é tanta e que quase tudo foi inventado, as actividades repetem-se porque todos fazemos o mesmo. Mas já que vamos fazer copy+paste, não o podemos fazer menos diferente de um puto de três anos? Ou seja, esperar um dia ou dois (ou até um mês) para fazer/ter algo igual, só assim para distinguirmos as vidas... E evitar assim o do tipo vi, também queroo! Como fazem as crianças no supermercado.

Porque uma vida construída copy+paste da vida dos outros, dá um daqueles trabalhos entregues na faculdade, onde as frases em português do Brasil (copiadas de um site qualquer) nem sequer foram traduzidas para português de Portugal.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Jornalismo ou a tentar...

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Jovem licenciada em Ciências da Comunicação procura local para primeiro emprego remunerado, em jornalismo!

Isto é o meu dia-a-dia, o dia-a-dia dos meus colegas e amigos que terminaram comigo o curso. 
Levantar-me de manhã ligar o portátil e procurar por anúncios de emprego para jornalistas... Ao fim de alguns sites e de muitos estágios curriculares encontro dois ou três que serão capazes de pagar as contas no fim do mês, e pôr termo ao financiamento parental. 
Mas enviar curriculos para estas empresas parece estar a enviar curriculos para o vazio... 
Depois do e-mail seguir, nunca chega uma resposta, um telefonema, um sinal de fumo... nada! E fica uma pessoa sem saber se a candidatura chegou, se não tem um curriculo suficientemente rico, se afinal não tem perfil ou se a vaga foi preenchida pelo primo-sobrinho-enteado de alguém...
Acredito que quem recebe estes e-mails tem um trabalho árduo ao analisá-los e seleccioná-los, mas graças ao BCC da caixa de correio electrónico pode mandar os e-mails negativos iguais para todos os candidatos! Assim sempre nos faziam sentir que alguém reparou na nossa humilde existência e que responder a anúncios pode valer a pena.
Depois de umas horas dedicadas ao "lutar pelo sonho", fico com o resto do dia para os livros da minha tese "embargada", que graças a este desemprego forçado está a ir muito bem. Entre um livro, um artigo e o fim dos capítulos passo pelo facebook.
Por causa de todo este tempo livre já tenho uma cidade, uma ilha, um restaurante, uma agência de modelos, um café e um clube de futebol! Pena que o dinheiro que faço nestes jogos não vá directo para a minha conta.
Passar a ferro tornou-se no meu passatempo preferido e ler livros de feng shui o meu descanso metal dos livros sobre a imagem. 
Ainda tentei fazer voluntariado, mas parece que já têm gente a mais... Até trabalhar de graça neste país já está preenchido.
Tudo parece estar preenchido, as oportunidades esgotam, na televisão o primeiro ministro chama-lhes "tempos difíceis pelos quais os outros países estão a passar". Eu pessoalmente chamo-lhe estágios curriculares a mais!
O meu pai acha que eu devia emigrar e ir trabalhar numa embaixada de um país africano, para mim é desistir do sonho que tinha quando entrei para a Universidade.
Mas no desespero dos meus dias de tédio, entre a minha dissertação, o meu ferro e o facebook, eu penso "se calhar devia aceitar esta "tampa" do jornalismo e dedicar-me a outra coisa!". 
Afinal fiz um investimento de 3 anos numa licenciatura mais 2 num mestrado (que vão acabar por ser 3) e ainda nem lucro para pagar o primeiro semestre da licenciatura tive!!!
Eu sei que realizar sonhos num país à beira da banca rota não é fácil, ainda para mais quando até para se ir trabalhar para a estação de serviço se precisa de cunha! Mas por favor reduzam esta coisa do trabalhador gratuito entre 3 a 6 meses e deixem a malta receber para parar de depender dos pais!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Formatação

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Há uns dias atrás enquanto tentava formatar o meu disco externo (para conseguir copiar os ficheiros do meu pc) não me apercebi de um erro de transcrição de documentos e algumas das minhas coisas ficaram perdidas... para sempre...
A princípio não me importei por ser tão distraída e fazer tudo às três pancadas e com o máximo de rapidez possível... até que me apercebi que tinha perdido coisas importantes, que significavam algo... Não falo de fotografias nem trabalhos, falo que coisas que marcam um período, um momento, um sorriso... As minhas músicas!
Aquelas coisas que me conseguem transmitir ao passado, como se eu estivesse no momento, como se subitamente ouvisse o meu telemóvel tocar naquele quarto acolhedor onde passei algumas noites... E de repente senti uma vontade imensa de ouvir Damien Rice, de ouvir "The Blowers Daughter", não a versão português do Brasil que ficou presa no meu iTunes, a versão original foi-se...
Sim é só uma música, mas deixou-me a pensar, o que é que acontece quando tentamos formatar a nossa vida? Esquecemos tudo? Ou simplesmente andamos em frente e deixamos que as coisas se arrastem em forma de trauma... E depois tudo se acumula  no mesmo espaço e transformamo-nos, mas nunca esquecendo o que nos originou a transformação. E não somos nós, somos criaturas magoadas que não começam do zero, não estamos formatados, ainda estamos presos a recordações que tentamos formatar, como eu formatei o meu disco.
E no final? Fiquei sem a música, mas com a ideia da música, ela foi formatada de um espaço físico, mas não de um espaço sentimental... É impossível formatar memórias, sentimentos das nossas vidas... É com os ficheiros perdidos que aprendemos a viver... e a ter medo...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Rescaldo do filme "Afinal ele não está assim tão interessado"

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Se um homem quando quer sair com uma mulher faz tudo para sair com ela, e por tanto se não ligar é porque não está interessado...
Então se uma mulher estiver interessada por um homem? Deverá ligar e passar por desesperada? Não ligar e passar por invisível? Será que não há nenhuma opção que não nos faça parecer fáceis ou desesperadas para conseguir sair com alguém?
Por mais que pense na questão, só consigo compará-la à velha questão do um homem sai com uma rapariga é um fixe, sai com duas numa semana tem sucesso, sai com com cinco na mesma semana é um garanhão... Rpariga que saia com mais que um rapaz na mesma semana é uma vaca!
Por isso ele pode não estar assim tão interessado, mas se eu estiver mando mensagem e fiquem sabendo que não é uma questão de desespero, mas sim de interesse...

sábado, 21 de novembro de 2009

Nervosinho miúdo

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Esperava-o há tanto tempo,
Esperava-o para o poder ver,
Tentar conquistá-lo
Passar um bom bocado...

Conseguir aquele encontro
Era tudo o meu mais queria
Naquele dia de chuva...

Mas cá dentro algo em mim me inquietava,
Parecia o primeiro encontro...
A primeira vez que iríamos sair...

O relógio não parava,
A roupa não saía sozinha do roupeiro,
E eu pensava será que me vai achar bonita?
Cumprir as promessas e mostrar-te que ainda sou única...

sábado, 14 de novembro de 2009

Saudades...

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A saudade é um sentimento nostálgico que fica... Que faz chorar, que faz sorrir que me faz desejar ter-te de novo...